
Codó era tão musical que o nome Codó resulta num compasso dois por quatro. Um homem forte e corajoso que sempre conseguia transformar os seus momentos de alegria e de tristeza em belas composições musicais. Encerrou sua vida feliz. Feliz porque extraiu de sua alma centenas e centenas de composições carregadas de um brasileirismo que só ele mesmo sabia dar; e por ter deixado dez filhos vacinados contra a não musicalidade.
Como o que sobrevive de um artista é a sua alma, através de sua obra, eu acho que chegou o momento dos brasileiros conhecerem e reconhecerem o seu trabalho antes que a sociedade moderna o enterre definitivamente.
Meu pai era um artista que tinha a alma verde, amarela, azul e branca. Se dedicava a compor músicas em homenagem a seus filhos (caso de “Valsa Lena” – Minha irmã – Gravada por Paulo Moura) e a seus amigos: abraçando Sivuca, um abraço no padre, abraçando Bonfá, Jacó, Nazaré e muitos outros, tudo que diz respeito à terra Brasil.
É por esse amor que ele tinha pela vida, pelo mar, pela arte, amigos, músicos e pela herança genética que se chama música que ele deixou para seus filhos, que eu dedico o meu violão, a minha música, o meu amor, o meu carinho pra ele.
No desejo de preservar o seu trabalho...
Do seu filho Carlos Codó, 1983.
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