O jovem Clodoaldo era pescador, como seu pai, no arraial do Cairu, lugar de nome lindo perto de Salvador: Cairu de salinas das Margaridas.
O jovem Clodoaldo era pescador, como seu pai, no arraial do Cairu, lugar de nome lindo perto de Salvador: Cairu de salinas das Margaridas.

Codó era um homem muito forte espiritualmente, de uma personalidade marcante. Um homem generoso, talentoso, grande amigo e grande pai.
Um homem simples de um coração enorme e muito ingênuo, porém, com uma alma tão bela, que superava tudo isso.
Codó era um grande artista, dotado de grande talento musical, qual demonstrou, tocando seu maravilhoso violão, sem nunca ter ido a escola.
Era um músico completo, um romântico. A maior parte de sua vida, viveu intensamente inspirado, compondo suas músicas. Tinha muita afinidade pelo mar.
É por tudo isso que ele era, que eu o amei e continuarei amando, mantendo viva dentro de mim a sua música, sua arte e sua energia.

Codó me deixou muitas saudades. Ele foi sempre um grande amigo, bom compositor, grande artista. Era uma criatura muito boa, com um coração enorme. Fizemos muitos shows juntos e estávamos pensando até em gravar um disco. Infelizmente a morte nos separou!!
Codó era tão musical que o nome Codó resulta num compasso dois por quatro. Um homem forte e corajoso que sempre conseguia transformar os seus momentos de alegria e de tristeza em belas composições musicais. Encerrou sua vida feliz. Feliz porque extraiu de sua alma centenas e centenas de composições carregadas de um brasileirismo que só ele mesmo sabia dar; e por ter deixado dez filhos vacinados contra a não musicalidade.
Como o que sobrevive de um artista é a sua alma, através de sua obra, eu acho que chegou o momento dos brasileiros conhecerem e reconhecerem o seu trabalho antes que a sociedade moderna o enterre definitivamente.
Meu pai era um artista que tinha a alma verde, amarela, azul e branca. Se dedicava a compor músicas em homenagem a seus filhos (caso de “Valsa Lena” – Minha irmã – Gravada por Paulo Moura) e a seus amigos: abraçando Sivuca, um abraço no padre, abraçando Bonfá, Jacó, Nazaré e muitos outros, tudo que diz respeito à terra Brasil.
É por esse amor que ele tinha pela vida, pelo mar, pela arte, amigos, músicos e pela herança genética que se chama música que ele deixou para seus filhos, que eu dedico o meu violão, a minha música, o meu amor, o meu carinho pra ele.
No desejo de preservar o seu trabalho...
Do seu filho Carlos Codó

Roberto M. Moura
