
Competente, simples, sensível, sem vaidades, mestre, desambicioso, esse Codó que nos deixou em Janeiro desse orweliano de 1984 era um símbolo do músico brasileiro. Dominava o violão mas não escondia seus segredos. Pelo contrário, ensinou a muita gente, a começar pelos filhos vários.
Fez sucesso, notadamente no tempo de “Tim Dom Dom”, que Sérgio Mendes e João Gilberto trataram de internacionalizar, mas este sucesso nem seduziu-o nem mudou seu modo de viver, baianamente, mesmo no Rio.
As luzes da ribalta não o assustavam nem encantavam. Era um prolongamento natural dos sons que produzia e não cabiam mais dentro de casa. Era assim, o Codó! Generosamente musical, genuinamente brasileiro!
Roberto M. Moura
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